Tuesday, May 11, 2010

Spirito Santo no Moda Insights 2010

O Moda Insights 2010 veio com uma programação incrível. No primeiro dia rolou um bate papo incrível com o Andreas e o Fred da Spirito Santo. Logo em seguida vieram os fofos Dudu Bertolini e Rita Comparato. Em ambos bate papos pude perceber um forte apelo á identidade da marca. Algo que a distingue das demais mas que tenha uma profunda relação com o público.

No discurso dos cabeças da Spirito Santo o papo fluiu para a importância de criar uma moda vendável para que o negócio prospere. Vejo muitos colegas, talvez pela idade, deslumbrados com a possibilidade de serem estilistas. Acho louvável esse comportamento, mas muitos se esquecem que o que eles criarem deverá ser vendido. Roupa parada significa perdas, gastos, desperdícios. É inconcebível que um produto não se venda. Para dar continuidade a outros processos é necessário haver grana entrando.

Outro ponto apresentado pela dupla é a questão de criar uma moda que revele experiências em sua concepção. O consumidor hoje compra não pelo impulso ou pela funcionalidade da roupa, mas pela relação que as cores, as modelagens, as estampas exercem com a história do dele. A grande sacada da Spirito Santo foi apostar na música. Quem aqui nunca relacionou um momento de sua vida com alguma música? Não existe a canção do primeiro encontro? Não existe a música que lembra sua formatura? Então! Pra que melhor forma de mexer com alguém do que através dos sinais que a música grava em nossos corações? Comprar deixou de ser um ato consumista para ser um ato de distinção social que cria um painel imagético da personalidade.

Acho importante ressaltar este tipo de pensamento porque muitas vezes se esquece que a roupa não está sendo feita para que o criador a use. Ela é uma forma de representar alguém e, dessa forma, deve conter traços da personalidade do consumidor. Deve conter elementos que sejam identificáveis por quem olhar para que faça sentido, se insira em um contexto e desperte a vontade se ser consumida.

Uma outra questão apontada pela dupla é a utilização da internet. O público da marca está quase que integralmente na internet. Seja por bobeira, seja para pesquisar. Inserir a marca neste universo é garantir a presença no vocabulário despe público. As ações da marca não se encontram em revistas, outdoors e afins.

Os caras mantém um perfil do facebook e uma conta no twitter. Por lá eles tiveram a idéia de lançar uma promo pra escolher a banda que ia abrir o desfile da marca. Em dois dias foram 100 inscrições!

Nas palavras do Fred “quem não usa a internet está ficando para trás”. Fica a dica!














Fotos: J&J

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