Monday, August 30, 2010

O que o inverno 2011 promete para a moda

Contrariando um pouco o que eu acredito, esse post fala de tudo o que se espera para daqui duas temporadas.


Rolou um workshop sobre tendências para o inverno 2011 com Walter Rodrigues na Universidade Feevale e eu estava presente, claro. Como de costume, foram apresentados três nichos fundamentais que servem de base para as construções das marcas que procuram informações sobre o que os consumidores esperam encontrar. Aqui vamos nós:

Nicho 1: três estilos regem este nicho e servem como base para criação: sport, punk-rock e folk.

No sport se inserem todas as possibilidades de criação tendo em vista as experimentações com texturas, materiais e modelagens que lembram elementos esportivos: bolas, jaquetas de cricket, solados, superfícies resinadas, cadarços, animal print, efeitos de luminiscência, e um dos materiais mais aguardados para a temporada: laminados imitando pele de lagarto.

Na fusão punk-rock o lugar para as misturas é garantido. Mix de peças luxuosas com outras garimpadas em brechós (as produções hi-lo) são o ponto alto da tendência. Experimentações com aplicações de tachas, rebites e ilhoses resinados tem cadeira cativa neste estilo de vida. Atitudes fetichistas, ousadas e contemporâneas sugerem o uso de peças em couro trabalhadas com stripes e amarrações diferenciadas.

Finalizando este primeiro nicho, temos o folk. Prato cheio para os saudosistas, esta tendência sugere um caráter humano à vestimenta. Um retorno às origens, ao aconchego, ao carinho. Looks que insiram em sua composição características étnicas, reminiscências afetivas de um lugar hospitaleiro, uma cidade que ficará para sempre na lembrança. Um artista da tendência: Henri Matisse (que pintava seus quadros com temas de suas viagens). Na criação, preste atenção a tricôs, colares, cores em tons pastéis, transparências, roupas com aspecto retrô (década de 40 e 50).


 


Nicho 2: aqui as tendências giram em torno da mimetização, da simplicidade, da “nova modéstia” (o não ostentamento). Um mix de padrões: listras, xadrezes, poás e efeitos como os lavados desgastados, resinados com aparência de surrados...

Aqui cabem ainda as experimentações masculinas que asseguram um caráter de ineditismo para este nicho, o homem é a “nova mulher”, aberto a novas ideias e conceitos. Na criação: tons terracotas e pastel, cinzas, chamuscados, chevrons, acabamentos em poliuretano, aspectos tratorados, laminados sintéticos, influências militares: medalhas, acessórios, modelagens, padrões de estamparia.

 




Nicho 3: chegando ao final de mais um capítulo de tendências para o inverno de 2011, propõe-se um momento de abertura criativa. O “belo despadronizado” composto pela junção de elementos que criem uma imagem interessante (não necessariamente harmoniosa) mas igualmente cheia de vida. Colagens, modelagens amplas, desproporções geométricas, modificações estéticas, criações no melhor estilo “frankenstein”. Um artista para esta tendência é Pablo Picasso. As formas geométricas utilizadas para descrever o ser humano fazem dele o ilustrador perfeito para este tipo de consumidor que adota um caráter de livre criação para mostrar painéis comportamentais do seu estilo.

 
 
 
 
 
Imagens que marcarão o período:
 
 
 



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