Monday, March 28, 2011

Você é diferente


Ontem estava assistindo ao “De frente com Gabi” e a entrevistada era a Fernanda Young. Cara, que mulher incrível! Ela tem a capacidade de se diferenciar e ainda sim se manter parte de um contexto. Ela não tem a menor intenção de se excluir da sociedade, de viver à margem por ser diferente. Muito pelo contrário.

Em um determinado ponto da entrevista ela diz que fez uma tatuagem gigante nas costas e que o fez para poder se diferenciar. Para demonstrar sua rebeldia, dar seu grito de liberdade e dizer que ela era diferente, era ousada. Porém, depois de um tempo, isso perdeu a graça porque ela percebeu que ser diferente era não ter tatuagens.

Vocês percebem o que rolou aqui?
Se deram conta de que um movimento de rebeldia virou modismo e que, por isso mesmo, passou a ser parte da sociedade e não mais a sua margem?

Olho garotas e garotos reproduzindo em seus corpos versões macabras de uma maquiagem que era usada há décadas atrás como uma forma de expressar a tal da rebeldia, mas que o fazem hoje apenas para chocar. Eles querem ser como Fernanda Young e acreditar que vivem á margem da sociedade, mas estão mais arraigados nela do que imaginam.

É engraçado. Para não dizer triste.

Somos diferentes e não é uma maquiagem ou uma roupa que vai evidenciar essa diferença. Aceitar que seu olho não é igual ao meu, que seu cabelo não é igual ao meu, que a sua forma de comer não é igual à minha é crescimento. É desenvolvimento.

Você não precisa gritar que é diferente. Você o é e ponto final. Jamais vou discordar e jamais vou te deixar à margem de algo porque isso é discriminar.

E me diga, com toda a sinceridade, você gostaria de ser discriminado?

Olá, você é estranho!

Aceite!

Não veja como uma crítica, veja como uma afirmação de um fato que você mesmo criou.

Não somos iguais, amém!









Abração, Doug Oberherr


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