Glossário Têxtil T - X

Tac-Tel : tecido 100% poliamida é um tipo de microfibra o qual sua estrutura possui fios texturizados a ar que o capacita ser de alta secagem e alta transpiração. O tac-tel é um tecido que não retém o suor e seca rapidamente quando exposto ao sol; por isso é muito utilizado para calções e shorts de banho. Fibra desenvolvida pela DuPont Sudamerica S/A.

Tafetá: nome usado para tipo de ligamento ou tecido:
1) Ligamento: também conhecido como desenho ou ligamento “Tela“, é o ligamento de construção mais simples existente e, por conseqüência a que utiliza menos quadros e a que utiliza os teares mais simples. O fio de trama, nesta construção, cruza-se com o urdume, um fio por cima e um fio por baixo, sucessivamente. No retorno o fio de urdume que estava por cima passa a ficar por baixo e vice-versa. Se os fios tiverem espessura adequada e estiverem próximos entre si, o tecido será firme e terá características para vestuário. Com certeza foi o primeiro desenho utilizado no mundo, e por ser o mais simples é o ponto de partida na criação de qualquer tecido. (Na língua persa “Taftah” significava tecer).
2) Tecido: tecidos lustrosos e armados, de seda ou poliéster, de trama finíssima, superfície lisa, textura regular e leve nervura no sentido da trama, utilizados principalmente para forro. É um dos mais antigos tecidos conhecidos pelo homem sendo feito originalmente em seda,. Na língua persa, a palavra entrelaçar ou tecer, se dizia “Taften” e depois “Taftah”. Esta terra, juntamente com a China, é considerada um dos berços da seda e dos tecidos. Depois este nome se transformou em cada época e em cada língua. Ver: failete e tafetá alpaseda.

Talagarça: tecido grosso de algodão com ligamento aberto, apresentando um aspecto furado, com acabamento engomado, próprio para aplicação de bordados, tapeçarias, etc.

Tarlatana: tecido tipo musseline de algodão, porém mais leve, transparente e encorpado usado para entretelas de vestuários. Contextura 12 a 18 fios/cm.

Tear: máquina usada para fabricar tecidos com linho e outras fibras. Fabrica-se um tecido em um tear, entrelaçando dois conjuntos de fios dispostos em ângulo reto. Os fios longitudinais chamam-se urdidura e os transversais, trama.
Com exceção da seda, todas as fibras naturais têm um comprimento limitado e, por isso, precisam ser enoveladas para formar fios que possam ser tecidos.
A fabricação de tecidos exige vários passos. Inicialmente, as fibras da urdidura são colocadas no tear e tensionadas, formando uma superfície de fios paralelos muito próximos. Em um tecido simples, levanta-se um fio sim, outro não, e um dispositivo chamado lançadeira passa um fio da trama pelo buraco.
Posteriormente, um pente aperta o fio da trama contra o da trama anterior para formar um tecido compacto. O tear manual é montado sobre um bastidor, que dá o suporte necessário para sustentar as peças móveis. O primeiro passo para a mecanização do tear foi a lançadeira volante, patenteada em 1733 pelo inventor britânico John Kay. Consistia num mecanismo de alavancas que empurrava a lançadeira por uma pista.
Existem os seguintes tipos de teares:
1. Teares manuais: atualmente são utilizados quase que exclusivamente para artesanato ou para a produção de novos artigos ou amostra não colocados na linha de produção.
2. Teares mecânicos não automáticos: São teares que não possuem determinados mecanismos de auxílio para o tecelão, tais como guarda urdume, parada por falta de trama e troca de espulas ou lançadeiras.
3. Teares mecânicos semi-automáticos: são teares não automáticos que sofrem adaptações de mecanismos (guarda urdume) que auxiliam o tecelão e dá melhor qualidade aos tecidos.
4. Teares automáticos: podem ser divididos em:
1. Teares convencionais: quando a alimentação da trama é feita automaticamente por mecanismos especiais, como o mecanismo que efetua a troca da espula no interior da lançadeira quando o fio esta prestes a terminar, e o mecanismo que efetua a troca da lançadeira quando a espula do fio esta prestes a terminar.
2. Teares Sem lançadeira:
1. Projétil – também chamado de lançadeira de pinças, é uma pequena peça que arrasta a trama através da cala.
2. Pinças rígidas – a trama é introduzida na cala por uma espécie de agulha. Existem teares com uma única pinça ou com duas.
3. Pinças flexíveis – possuem duas cintas flexíveis de aço, uma em cada lado da máquina.
4. Jato de ar – a trama do fio recebe um jato de ar e é jogada através da cala.
5. Jato d’água – a trama do fio recebe um jato d’água e é jogada através da cala.
6. Cala ondulante – neste sistema são inseridos 16 tramas ao mesmo tempo,equivalendo a cerca de 2.000 m por minuto.
5. Teares especiais: são em sua maioria automáticos, providos de mecanismos especiais para tecer determinados tipos de tecidos, tal como os teares de Maquineta jacquard, que fazem tecidos com grandes desenhos, podendo mesmo reproduzir figuras humanas em sombreado com relevo.
1. Tear triaxial: produz tecidos com estabilidade em todas as direções: na horizontal e na vertical. Os fios de urdimento são enrolados em oito pequenos rolos e a trama é inserida por meio de pinças rígidas.
2. Tear para felpas:com mecanismos especiais, são alimentados por no mínimo, dois rolos de urdume, um para o tecido básico e o outro para o tecido de felpa inteira (toalha) ou felpa cortada (veludo).

Tecelagem e Tecimento: é o processo efetuado para se obter um produto manufaturado, em forma de lâmina flexível, resultante do entrelaçamento, de forma ordenada ou desordenada, de fios ou fibras têxteis.
O entrelaçamento é o fato de passar uma ou vários fios de urdume por cima ou por baixo de um ou vários fios de trama. O entrelaçamento mais simples entre estas duas direções de fios é a tela ou tafetá. A evolução dos fios de urdume poderá ser feita nas mais diversas formas obtendo assim, os mais complicados tipos de ligamentos. Os principais são: tela ou tafetá, sarja e cetim ou raso.
A tecelagem compreende dois setores:
1. A preparação à tecelagem consiste em uma série de operações, seja por mudança de embalagem, por tratamento físico-químico e outros, que colocam os fios em condições de sofrerem o processo de tecimento.
2. A tecelagem propriamente dita é a transformação do fio em tecido, através de operações de tecimento.
Para conseguir-se a passagem da trama entre os fios de urdume (cala), utiliza-se o elemento chamado porta-tramas. Dentre eles o mais conhecido é e lançadeira. Os movimentos básicos para o tecimento são:
- Abertura da cala;
- Inserção da trama;
- Batida do pente
Para formar um tecido no tear, somos obrigados a formar uma cala. Para conseguir lançar uma trama somos obrigados, através de liços, excêntricos e outros meios, dividir os fios de urdume e, conforme o desenho, criar a ligação. Os fios de urdume levantados são denominados cala de cima e os fios abaixados, cala de baixo. Dentro desta cala lança-se o fio de trama através de uma lançadeira que possui uma espula na qual foi enrolado fio de trama. Esta lançadeira vai de um lado para o outro atravessando a cala e deposita aí a trama. Posteriormente esta trama é empurrada pelo pente para frente encostando-a no tecido já formado. Após cada trama lançada forma-se uma nova cala. Conforme o desenho os fios levantados e abaixados mudam. Nos retornos da lançadeira de um para outro lado, as ourelas seguram a trama.

Tecido: produto artesanal ou industrial que resulta da tecelagem (entrelaçamento regular de fios verticais e horizontais) de fios de lã, seda, algodão, ou outra fibra natural, artificial ou sintética, e que é usado na confecção de peças de vestuário, de certos artigos domésticos ou decorativos, de embalagens, etc..Outros nomes: pano, fazenda, tela.
São diversos os métodos utilizados para a obtenção de tecidos. Os mais comuns são:
1. Pelo entrelaçamento de um fio consigo mesmo e ou com outros conjuntos de fios, caso em que o tecido é conhecido como de malha;
2. Pelo entrelaçamento de dois conjuntos de fios conhecidos por urdume e trama, caso em que o tecido é conhecido por plano;
3. Por métodos menos convencionais como, por exemplo, o não tecido, que pode ser obtido por diversas maneiras: resinagem, agulhagem, fundição, etc.
Classificação dos Tecidos
A) Quanto à Estrutura (formação) os tecidos podem ser classificados como:
1. Tecidos Planos ou comuns: Caracterizam-se pelo entrelaçamento de dois conjuntos de fios em ângulo de 90º (ou próximo a isso). Um desses conjuntos fica disposto no sentido longitudinal do tecido e é conhecido por urdume, enquanto que o outro fica disposto no sentido transversal (perpendicular ao urdume), e é conhecido por trama. Esse entrelaçamento é obtido em equipamento apropriado conhecido por tear. As ligações ou cruzamentos dos fios de urdume com os fios de trama nos tecidos é chamada de padronagem. Cada construção dentro de uma certa ordem de cruzamento é denominada de ligação ou desenho.
Existem, basicamente, 4 (quatro) variedades principais de tecidos planos:
1. Tecido Liso (“Uni”) – Os que possuem aspecto igual, sem nenhum tipo de estampa. Desenho tafetá ou maquinetado muito pequenos . A parte mais importante destes tecidos é o acabamento que deve dar valor os fios, o desenho e o toque final. Exemplos: Cetim, failete, crépes, brim, etc. Podemos dividir os tecidos lisos em:
1. Tecidos Simples: formados por um conjunto de fios de urdimento e por um conjunto de fios de trama, exemplo do brim, cetim, etc.;
2. Tecidos Compostos: formados por mais de um conjunto de fios de urdimento por um ou mais fios de trama, exemplo do fustão.
3. Tecidos Felpudos: são tecidos compostos, cuja superfície apresenta felpas salientes, inteiras ou cortadas, exemplo do veludo.
4. Tecidos Lenos: são em geral muito porosos e cujos fios de urdimento se entrelaçam com as tramas e também com outros fios de urdimento, exemplo da gaze.
2. Tecido Maquinetado e Fantasia (“Armuré”) – Tecidos com aspecto mais fantasia, obtido pelos desenho da maquineta, pelos fios tintos ou fantasia, ou pelos tratamentos de acabamento. Exemplos: Veludos, xadrez, listrados, barrados, shantung, etc.;
3. Tecido Jacquard (“Façonné”) – Tecido onde, geralmente, 1.200 fios, têm uma movimentação independente, que permite reproduzir qualquer efeito decorativo. O fios de urdume e de trama são em geral tintos ou fantasia, fazendo parte do aspecto final. Os vários desenhos devem entrelaçar os fios, cores, brilhos e motivos harmoniosamente;
4. Tecido Estampado (“Imprimé”) – Todo tipo de tecido que após o tecimento, no acabamento, recebe a aplicação de várias cores ou desenhos para produzir um efeito decorativo destinado a valorizá-lo.Obs: Qualquer tecido liso pode ser estampado.

1. Tecidos de Malha: tecido resultante da formação de laços que se interpenetram e se apóiam lateral e verticalmente, provenientes de um ou mais fios. Exemplo: Jersey, tricô e outros.
Existem os seguintes tipos de tecidos de malha:
1. Malhas de trama:é um tecido obtido a partir do entrelaçamento de um único fio, podendo desse processo resultar um tecido aberto ou circular;
2. Malhas de teia ou urdume: é um tecido obtido a partir de um ou mais conjuntos de fios colocados lado a lado, à semelhança dos fios de urdimento da tecelagem comum;
3. Malhas Mistas: é tecido de malha por urdimento ou por trama com inserção (“lay-in”) periódica de um fio de trama, objetivando dar melhor estabilidade dimensional ao tecido. É também conhecido como malha “lad-in”.
2. Tecidos de Laçada: são obtidos por processos de entrelaçamento que se aproximam da malha e do tecido comum, diferenciando-se pelo fato de os fios, em determinadas situações, realizarem laçadas completas (nós) que formam a base da amarração. Exemplo: rendas, cobertores e outros. (No tricô ou crochê, laçada é a alça feita com o fio que se passa na agulha sem executar o ponto).

1. Não-Tecidos (“Non Woven”):- são obtidos diretamente de camadas de fibras que se prendem umas às outras por meios físicos e/ou químicos, formando uma folha contínua. O nome “Não-Tecido” é devido aos mesmos serem feitos por processos sem a utilização do tear, ou seja não texturizado. Os processos para obtenção dos não tecidos são:
1. No processo de entrelaçamento de fibras as mesmas são dispostas em camadas e entrelaçadas por agentes mecânicos. São também adicionados produtos químicos para completar a feltragem. Exemplo: feltros e outros.
2. O processo de ação de adesivos ou fusão de fibras consiste apenas na união de fibras por processo químico. Exemplo: TNT (Kami, “Non Woven”, tecido pop), folheados e o Perfex®.
2. Tecidos Especiais: são aqueles obtidos por processos dos quais resulta uma estrutura mista de tecido comum, malha e não-tecido ou ainda, como resultante de soluções de polímero de fibras aplicadas ao tecido. Exemplo: laminados, malinos, filmes e outros.
Quanto a coloração os tecidos se classificam em:
1. Tecidos Crus: são tecidos que não sofrem acabamento a úmido após o tecimento. Apresentam-se como saíram das máquinas de tecer.
2. Tecidos Alvejados: são aqueles submetidos ao processo de alvejamento/branqueamento. Alguns fios coloridos presentes (tecidos listrados ou de xadrez) permanecem em sua cor original.
3. Tecidos Tintos: são tecidos que por meio de processos a úmido, recebem uma coloração única em toda sua extensão.
4. Tecidos Mesclados: são obtidos pela mistura de fibras ou de fios de diferentes colorações dispostos de forma irregular, sem formar padrões definidos.
5. Tecidos Listrados: podem ser listrados somente por urdimento, somente por tramas ou obtidos pela combinação dos dois (xadrezes).
6. Tecidos Estampados: são aqueles que apresentam desenhos obtidos por meio da aplicação de corantes em áreas específicas.

Tela: denominação para qualquer tecido com desenho tafetá, confeccionado com fios de origem vegetal (algodão, linho, juta, rami, cânhamo), denominação atualmente utilizada para muitos tecidos com desenho em tafetá, cujo aspecto é rústico. Também conhecida como construção de ligação do tecido plano, caracterizada pela simetria da distribuição dos fios na proporção 1 fio por 1 fio (entre urdume e trama). Esta construção em tela plana proporciona uma superfície plana e regular. (Ver ligamento tafetá).

Tenacidade: Indica a resistência à tração do fio. É representado em gramas por denier (g/den.). Tomemos como exemplo um fio com título 1000 denier, que possui uma carga de ruptura de 5,0kg. A tenacidade deste fio será de 5.000 g/1000 den. ou 5 g/den.

Tencel® (Liocel ou Lyocell): é uma fibra artificial através da celulose da polpa da madeira de árvores, que são constantemente replantadas. Esta árvore é híbrida, produzida geneticamente com a finalidade de conseguir uma polpa mais branca e de melhor qualidade, na qual se precisa usar menos produtos químicos para a obtenção da fibra.
É considerada, por alguns, uma fibra natural, pois não sofre a agressão de ingredientes químicos nocivos à natureza, e o processo químico utiliza um solvente totalmente reciclável, por isso chama-se de uma fibra “Ecologicamente Correta”.
O liocel representa a grande novidade entre as matérias primas têxteis, possibilita um tecido que alia a resistência do algodão, o toque e a maciez da seda e o perfeito caimento e frescor das fibras celulósicas.
Os principais cuidados são lavar com sabão neutro, não usar alvejantes, secar à sombra, passar à ferro com temperatura média pelo avesso para não deixar brilho.

Tergal: denominação dada a tecido produzido com fios puros ou mistos de poliéster de marca Tergal. Ver: Tergal Verão.

Têxteis: termo genérico aplicado originalmente a tecidos, mas que é utilizado hoje também para filamentos e fios sintéticos, bem como para os materiais tecidos, fiados, acolchoados, com feltro, trançados, unidos, rendados, bordados, que se fabricam a partir dos mesmos. Também se usa para materiais não tecidos produzidos através da união mecânica ou química de fibras.
A expressão fibras têxteis se refere àquelas que podem ser fiadas, ou utilizadas para fabricar tecidos através da tecelagem, trançado ou com feltro. No antigo Egito, os primeiros têxteis eram feitos com linho; na Índia, Peru e Camboja, com algodão; na Europa meridional, com lã e, na China, com seda. Ver Fibra. No século XX teve início a produção artificial de fibras, como o raiom, conhecido no princípio como seda artificial. O náilon foi introduzido na década de 1930. Essa fibra, mais resistente que a seda, é amplamente usada na confecção de roupas de vestir, calçados, tecidos de pára-quedas e cordas. Depois de 1940, muitas outras fibras sintéticas alcançaram importância na indústria têxtil, como o poliéster (às vezes chamado dacron), o polivinil, o polietileno e o acrílico.
A primeira etapa na fabricação de têxteis é a produção da matéria-prima: plantas, animais ou produção química de fibras; depois, vem a fiação (a transformação das fibras em fios) e a utilização dos fios para fazer o tecido. Após o tingimento e o acabamento, o material é vendido diretamente a um fabricante de produtos têxteis, ou a um varejista, que o vende a particulares para que confeccionem peças de vestuário ou roupas de cama, mesa e banho, bem como cortinas e tapeçarias. Para tecer, utiliza-se o tear e os conjuntos de fios, denominados respectivamente urdidor (ou pé) e trama. Os fios do urdidor passam em volta do tear, enquanto os da trama vão em direção transversal. A lançadeira, uma das peças do tear, entrelaça os fios da trama perpendicularmente com a urdidura. Os têxteis são utilizados também em produtos industriais como filtros para condicionadores de ar, barcos salva-vidas, capas, pneus de automóveis, piscinas, cascos de segurança ou ventiladores de minas.

Texturização: a texturização é obtida com a união de filamentos contínuos e tem o objetivo de fornecer ao fio, melhor textura e aparência aumentando o aquecimento e a absorção e diminuindo a possibilidade de formação de pilling (bolinhas que se formam sobre o tecido).

Tie-Dye: Processo de estamparia no qual se mergulha pequenas áreas de tecido em tinta, obtendo um efeito de tingimento irregular.

Tingimento: processo no qual se colorem fibras têxteis e outros materiais, de forma que o corante se converta em parte integrante da fibra ou matéria, e não em mero revestimento superficial. As tinturas são composições químicas — a maioria orgânicas — que têm afinidade química ou física com as fibras. Tendem a manter sua cor apesar do desgaste e da exposição à luz solar, à água e aos detergentes. Os pigmentos são corantes insolúveis.
O tingimento indireto é feito principalmente em caráter artesanal. O sistema mais simples consiste num tratamento prévio do tecido com uma solução fixadora chamada mordente, seguido da imersão na tintura.
Os têxteis podem ser tingidos em qualquer das etapas de fabricação. O fio é tingido para tecer telas com desenhos ou fabricar roupas de cores lisas de alta qualidade. Em tecidos lisos mais baratos, o tingimento é feito na peça, quer dizer, depois de ser tecido. Também é possível formar tecidos coloridos em tecidos já tingidos através de diversos processos de tingimento seletivo.Dicas de Tingimento.

Titulação de Fios: Sendo praticamente impossível medir o diâmetro ou espessura do fio, devido a fácil deformação da secção, usa-se o método da titulagem. O titulo do fio é a relação entre a massa (m) e o comprimento (c) ou a relação inversa onde, dependendo do sistema, um deles (m ou c) é fixo e o outro variável. As unidades utilizadas são as seguintes:
1. Tex: Massa, em gramas, de um fio por 1.000 metros de comprimento;
2. Decitex:Massa de um fio em gramas por 10.000 metros de comprimento. É a unidade reconhecida pelas organizações internacionais da indústria de fibras sintéticas e artificiais;
3. Denier: Massa de um fio em gramas por 9.000 metros de comprimento;
4. Nm: Comprimento de um fio em metros por 1 grama de massa
5. Ne: Número de meadas de fio com o comprimento de 840 jardas até perfazer uma libra inglesa de massa.
Os sistemas de titulagem são classificados em sistema direto e indireto.
1. Sistema Direto: Este sistema tem a massa (em gramas) por comprimento (em metros) de fio, diretamente proporcional à sua “espessura”, ou seja, pode-se afirmar que quanto maior é a massa por comprimento de fio, mais “espesso” ele é, e por isto são conhecidos por sistemas diretos de titulação, o que não significa que o titulo seja diretamente proporcional ao seu diâmetro.
2. Sistema Indireto:O sistema indireto de titulação toma como base à massa fixa e o comprimento variável. Neste caso o número do fio é indiretamente proporcional a sua “espessura”.

Torção: é o numero de voltas dado ao fio em torno do seu próprio eixo. Este processo é feito para dar ao fio para dar coesão às fibras e conseqüentemente a resistência.

Trama: conjunto dos fios passados no sentido transversal do tear, entre os fios da urdidura com auxilio de uma agulha ( também denominada navete). A trama é passada entre os fios da urdidura, por uma abertura denominada cala.

Tricô: tecido utilizado na confecção de peças de vestuário e outras, executado à mão com duas agulhas onde se armam as malhas, de modo que o fio, passando de uma agulha para a outra, permite a execução de dois tipos de ponto que servem de base a grande variedade de padrões.

Tricoline (Tricolina): tecido de construção de tela com a leveza e a resistência do algodão penteado mercerizado, podendo ser liso, estampado ou xadrez, de peso ligeiramente maior do que a cambraia, atende a um mercado cada vez mais sofisticado e exigente em tecidos leves, especialmente nos segmentos de camisaria. Ver: Tricoline Destaque.

Tricotine: tecido semelhante a gabardine, de lã, algodão ou misto, com desenho sarja fantasia “tricotine”. Efeito diagonal quase vertical, destinado ao vestuário masculino e feminino: tailleur, mantô, capa, etc.

Trilobal: filamentos contínuos de poliéster especiais. Cada filamento é construído de forma triangular de modo a refletir a luz com maior intensidade, ao contrário dos filamentos arredondados comuns. Desta maneira, uma linha de filamentos trilobais, combinados com lubrificantes especiais apresentam brilho superior.

Tule: tipo de renda,semelhante ao filó de algodão ou poliamida com malha redonda ou poligonal, produzindo um tecido leve, armado e transparente. No início era fabricado na cidade de Tulle, na França. Ele é composto de um urdume e duas tramas enviesadas, cruzando da direita para esquerda e vice-versa. Ver: Tule de Nylon.

Tussor: tecido leve feito com uma variedade de fio de seda natural da Índia e depois da China, chamada de “Tussah”. A lagarta que produz esta seda come somente a folha do carvalho. Esta seda é grossa, rígida e muito brilhante.

Tweed: tecido de lã cardada, grosso e rústico. Os fios de trama são fantasia, do tipo Botoné, com efeito multicor. Usado para paletó, mantôs, vestidos de inverno, etc.
Urdume ou urdidura: conjunto de fios previamente dispostos no tear paralelamente ao seu comprimento (longitudinal), e por entre os quais passam os fios da trama. Os fios de urdimento por serem os que sofrem maior tensão, tanto nas operações de tecimento, como nas que antecedem e, também no acabamento, devem ser de melhor qualidade, ou seja, mais resistentes, mais elásticos e mais lisos.

Vagonite: tecido semelhante a étamine, porém com a trama mais fechada, utilizado também para bordados.

Veludo: É um tecido muito antigo, criado na Índia. Depois apareceu na Europa, após ter sido importado durante muito tempo. Nos séculos XIV e XV foi fabricado exclusivamente na Itália, onde se tornou famoso nas seguintes cidades: Veneza, Florença, Gênova, Milão.
O veludo é um tecido que apresenta no lado direito um aspecto peludo, macio e brilhante; estes pêlos são curtos, densos, de pé, e fazem parte da estrutura do tecido.
Existem 6 tipos principais de veludo, conforme o processo de fabricação do tecido:
1. Veludo Simples Peça: Produzido em teares especiais onde o ferro entra na cala para formar um efeito de “bouclê“, com os fios de urdume. Na retirada do ferro, estes fios são cortados ou não, conforme o tipo de veludo desejado.
Este tear produz um só tecido, ao contrário do tear de veludo dupla peça. Este sistema é o mais antigo, muito demorado (em virtude da introdução do ferro) e muito caro. Ainda é um pouco utilizado para produzir tecidos de alta costura e para o estofamento de luxo (restauração de castelos, palácios, monumentos históricos, etc.). Existem 3 (três) tipos deste veludo:
1. Veludo Frisado: O ferro não tem faca e por esse motivo não corta o bouclê, que dessa forma é oco, macio e muito bonito.
2. Veludo Coupé (cortado): O ferro possui na extremidade uma pequena faca (como uma lâmina de barbear), a qual corta todo o bouclê, antes da retirada do ferro. Isso produz o pêlo do veludo. Vários tipos e tamanhos de ferros são utilizados para variar e enriquecer os mais diversos tipo de veludos.
3. Veludo Ciselé: Ele reúne os 2 tipos de pêlos ou seja: o bouclê e o coupé e assim, por exemplo, em jacquard, pode se harmonizar vários efeitos de pêlos bouclê e cortados de diversos aspectos e tamanhos. O jacquard tem dessa forma um alto-relevo e uma vida muito rica e delicada.
2. Veludo Dupla Peça: Também produzido com teares especiais, é considerado atualmente como sendo o veludo tradicional. Ele é principalmente utilizado para vestidos, estofamentos, etc. A característica principal deste tear é produzir 2 tecidos ao mesmo tempo.
Por esse motivo ele possui 3 rolos de urdume ou seja: 2 de fundo (um para cada tecido) e o terceiro urdume, comum para os dois primeiros, vai e vem entre eles, para formar o fio de pêlo. Estes fios são cortados no tear para formar os pêlos do veludo. O tear pode trabalhar com uma lançadeira, ou melhor, com duas superpostas (uma para cada tecido).
3. Veludo de Trama (Velours Trame / Velours D’Amiens): Veludo feito em teares convencionais. Em primeiro lugar é feito um tecido normal, com desenho tipo reps, a base de flutuação de trama. Estas flutuações de trama são cortadas no acabamento, com uma máquina especial e, assim, se formam os pêlos do tecido. Eles podem ter um aspecto liso (“peau de taupe”) ou cotelê.(“corduroy”).
4. Veludo de Lyon (Velours au Sabre): Veludo feito a mão e por isso muito caro e atualmente não utilizado.
No início se fabrica um tecido (em geral de seda), cetim de 12, com pontos de ligação duplos e com um segundo rolo de urdume, trabalhando somente em tafetá (proporção 2/1, 4/1). Depois o tecido é estampado ou desenhado a lápis. Nestes lugares um artesão corta a mão, com uma pequena faca, todas as flutuações do cetim, formando os pêlos do veludo. Tecido destinado a alta costura.
5. Pelúcia : Veludo comum, tipo dupla peça, mas com pêlos muito compridos e destinados a imitar os pêlos de vários animais (Existem 2 tipos: pêlos em pé e pêlos deitados).
6. Falsos Veludos: Existem basicamente 2 (dois) tipos de falsos veludos:
1. Veludo Flocado: Falso veludo que atualmente podemos considerar como veludo, pelo aspecto obtido.
Utiliza-se um tecido qualquer, de preferência algodão ou similar, em tafetá, o qual é introduzido em uma máquina que cola sobre o tecido uma camada de pêlos (Viscose, Acetato, Poliamida, Poliéster, etc.) O processo utilizado é eletrostático. A cola passada no tecido pode ser uniforme ou do tipo estampada, o que permite vários efeitos. Após, o tecido é polimerizado para firmar o pêlo sobre o tecido. Este é usado principalmente para estofamento, revestimento, decoração (pouco usado para vestidos, devido não ser poroso e um pouco rígido).
2. Gratté: Falso veludo feito a partir de tecido de malharia, o qual recebe um tratamento tipo flanelagem.
O tecido é em geral de fio contínuo e recebe um acabamento com uma máquina cujos cilindros, guarnecidos de agulhas finas, arrancam os filamentos dos fios da superfície do tecido. Eventualmente ele pode receber uma passagem de navalhadeira para igualar os pêlos.

Viés: tira de pano cortada da peça, em diagonal.

Viscose: fibra artificial obtido a partir da “Viscose”, que é uma solução viscosa obtida pelo tratamento de celulose, de grande importância industrial, especialmente no fabrico do raiom , do acetato e do celofane, os fios e fibras de viscose são semelhantes ao algodão em absorção de umidade e resistência à tração; apresentam toque suave e macio e um caimento comparável ao do algodão. A viscose pode ser utilizada pura ou em combinação com outras fibras, nas mais diferentes proporções e tipos de misturas, e os tecidos com ela produzidos atingem todos os segmentos do mercado têxtil: tecidos planos, malhas, cama, mesa, banho, bordados e linhas. Embora os tecidos de viscose sejam bastante requisitados por confeccionistas de moda, a produção destas fibras não tem grandes perspectivas de crescimento a nível mundial, em razão dos altos custos ambientais inerentes à sua produção.
Este nome é também atribuído a tecidos feitos com esta fibra.
Características:macia e agradável para o verão; absorve bem a umidade e a transpiração; resiste bem à luz e às traças; torna-se pouco resistente quando molhada; encolhe e amarrota com facilidade; sensível ao ácido acético; amarela e desbota com a transpiração; queima com facilidade.

Voile, Voil ou Voal: tecido tipo musseline, mais pesado produzido com fios muito finos ( porém mais grossos que o da Musseline) altamente torcidos e com baixa densidade, resultando numa aparência fluida, leve e transparente. Muito usado para cortinas. Conhecido também com o nome aportuguesado “Voal”, uma corruptela Francesa da palavra italiana Vela. Denominação também usada atualmente para tecido de cortina tecida, de poliéster ou poliamida, leve e transparente.

Xadrez: tecido com efeito de cores ou de desenhos, que obtém o aspecto do tabuleiro de xadrez. É composto de quadros pequenos com contrastes de cores. Este efeito pode ser obtido das seguintes maneiras: Com fios tintos urdume e trama, com desenhos contrastantes, com fios tintos e desenhos ou com o processo de estampagem.

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